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Comentários de leitores

11 comentários

Complicado

Gabriel da Silva Merlin (Advogado Autônomo)

Eu sempre fui da opinião de que o objetivo da linguagem (e da escrita) é passar a mensagem corretamente à pessoa a qual se quer estabelecer uma comunicação. Diante disso o respeito às regras da lingua portuguesa (que são inúmeras) acaba se tornando uma questão secundária e que não é fundamental, o importante é se manifestar da maneira mais clara e objetiva possível (mantendo toda a profundidade de conteúdo). Talvez ai esteja um dos grandes desafios, fazer uma peça a mais clara, objetiva e sucinta possível sem prejudicar a profundidade de conteúdo.

Aliás o erro do colega Marcos Alves Pintar é um exemplo claro disso. Eu estou pouco me preocupando com ele ter esquecido se proeza é com "s" ou com "z", pois erros a parte ele conseguiu passar a mensagem de uma maneira clara e fácil de entender. As vezes a lingua portuguesa parece um fetiche pela forma.

Excelente texto

Paulo Cesar Flaminio (Advogado Autônomo)

Como sempre, o professor aborda o tema com maestria e precisão. É comum vermos peças judiciais (petições e decisões) com páginas e páginas de julgados, sem ao menos se destacar os pontos congruentes da decisão publicada com o direito que se discute. Algumas peças também pecam também pela enorme extensão, cuja leitura se torna um martírio.

Gostei muito do texto!

Marcel Joffily (Defensor Público Estadual)

Embora o conteúdo deva, ao meu ver, ser mais importante do que a forma, uma petição bem redigida, formatada, didática, possui maiores chances de atingir o objetivo ao qual se propõe do que a petição mal feita, com erros gramaticais crassos que desviam a atenção do julgador, já exarcerbado de processos e sem paciência para desvendar o que se quis com tal peça desfigurada. O ideal, portanto, é alinhar um bom conteúdo à boa e cristalina forma. A petição é para o advogado/defensor/promotor o que a cirurgia é para um médico, de modo que é certo que uma ou outra, se mal realizada, não chegará ao seu objetivo e, por vezes, trará severos prejuízos ao paciente/cliente/assistido.
Obrigado pelo excelente texto.

Bom texto

Raphaella Reis de Oliveira (Advogado Autônomo - Trabalhista)

Gostei do texto e da moral que carrega, mas há aí uma premissa perigosa.
Fazer um bom texto não depende de palavras lindas e rebuscadas, depende da entrega da mensagem. E se essa mensagem era mesmo para os jovens advogados, parte dela pode ter sido perdida usando um vocabulário que eles desconhecem.
"Ah, mas lidamos com as palavras e devemos conhecer o elemento essencial da carreira"
Concordo. Mas esta não é a realidade do ensino neste país, e boa parte dos calouros, veteranos e formandos de Direito desconhecem ao menos metade dos termos empregados - e não vão caçar dicionário online pra entender. Eles largam a leitura e vão pra outro site jurídico, "mais objetivo".
Precisamos entender que as palavras são essenciais para a carreira, mas a comunicação é a chave dela. E ninguém se comunica mais falando latim.
Apenas minha opinião.

Sem correção

Marcos Alves Pintar (Advogado Autônomo - Previdenciária)

Tinha visto a troca do 'z' pelo 's' assim que postei. Mas aqui não tem jeito. Mandou não tem como arrumar.

Quem com ferro fere...

Luciano Godoi (Outros)

Proezas à parte (com crase), Marcos Alves Pintar, quem com ferro fere...

Pratique o que você prega

Gabriel Cabral Parente Bezerra (Advogado Autônomo - Tributária)

Eu peço vênia ao Dr. Marcos Alves Pintar mas a palavra "proeza" é com a letra "Z", não com a letra "S".

E quando como que dizem "danem-se o STF e STJ..."

Ramiro. (Advogado Autônomo - Criminal)

Perfeitas as colocações do articulista. Inclusive no que é ônus do advogado trazer as referências as súmulas vinculantes, persuasivas, acórdãos de repercussão geral e da sistemática de recursos repetitivos, e acórdãos paradigmas atuais.
O problema é quando isto é feito e na resposta, no julgado, vem decisões que só faltam dizer "danem-se o STJ e o STF juntos, aqui eu decido como eu quero, por que quero e por que posso...".
Não é incomum, diante de acórdãos paradigma atuais, do mesmo ano ou do ano anterior, e.g. 2015 e 2014, nas decisões os julgadores para justificarem suas posições trazerem acórdãos do STJ de 2006, 2002, até dos anos 90, já superados pela Corte Superior, mas que são aqueles que sustentam suas convicções pessoais. E quando então, diante de embargos de declaração suscitando os prequestionamentos prévios não respondidos nos julgados, a resposta é multa por litigância de má fé, mesmo quando prima facie é suscitada a súmula 98 do STJ, ao argumento de que não se tratam de modo algum de embargos com fins de prequestionamento, mas protelatórios pelo nítido caráter de buscar efeitos infringentes ao julgado "lançado claro, preciso".
A nítida impressão que tenho, principalmente entre os novos magistrados, que tem como característica comum a imensa maioria nunca ter advogado de verdade na vida, é que à justificação de que "advogados odeiam e não respeitam magistrados", vem crescendo um certo rancor, uma certa intolerância da magistratura em relação à advocacia, a magistratura vendo os advogados como impertinentes, abusados, sem noção, a combatividade inextrincável ao bom advogado sendo taxada como "falta de noção do seu real lugar", e coisas assim.

Proeza!

Hsaad (Serventuário)

Caro Pintar, erro todos nós cometemos, devemos é criar o hábito de revisar os textos, pois proeza se escreve com "Z".

Portanto

Zé Machado (Advogado Autônomo - Trabalhista)

Portanto, o Exame de Ordem está a contribuir em muito, dentre outros, com a valorização da classe; imprescindível, portanto.

Sem OAB, advocacia não tem nada a fazer

Marcos Alves Pintar (Advogado Autônomo - Previdenciária)

Uma vez ingressei com uma representação contra um colega advogado que teve a proesa de cometer quase duas dezenas de erros gramaticais em uma petição de 2 laudas. Sustentei exatamente os mesmos argumentos do Articulista, ou seja, quando o advogado comete tais falhas está maculando toda a classe. O resultado seguiu o compromisso que o grupo que domina a OAB/SP possui com a classe: arquivamento sumário!

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